mai 012007
 

Eisenstein é extremamente cultuado não só graças ao grande clássico “O encouraçado Potemkin” como também pelo seus diversos ensaios e trabalhos em que trata sobre cinema (em especial sobre a montagem). Talvez o seu trabalho mais vivo seja “O sentido do filme” e talvez o filme onde sua teoria se apresenta mais claramente é “Alexander Nevsky”. Não se trata de um filme mudo, como seu trabalho mais famoso, e ao contrário de muitos que pecaram pela “tentação romanesca” (o uso indiscriminado e até desnecessário dos diálogos) Einsenstein fez um ótimo uso dos recursos sonoros. Esse filme dá uma idéia bastante clara da sintonia em que os elementos de um filme (enquadramento, som, atuação….) devem ter no decorrer do mesmo, dando ao filme a coesão necessária para que este se apresente como uma peça maciça. Destaque para a antológica cena da “Batalha no Gelo” (cena que aliás é literalmente destrinchada quadro-a-quadro em “O sentido do filme”).
Texto: http://putzmorri.blogspot.com

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